Não duvido dos números nem desconfio de nenhuma pesquisa, mas estou acostumado com elas sendo usadas como propaganda política de candidatos que as tomam para alavancar a "campanha do já ganhou" para atrairem irracionais eleitores que votam naqueles que aparecem na dianteira de cada uma, sem que busquem entender as suas metodologias, locais e meios de abordagem dos entrevistados, os que as encomendaram e financiaram e outras coisas importantes para a total credibilidade de todas.
Nas últimas décadas e nas últimas eleições, principalmente, vários institutos erraram feio, mostrando a veracidade do velho provérbio popular do "uma coisa é ver, outra é contar", até porque vivemos os tempos das redes sociais, da informação pluralizada, da interação das pessoas na livre expressão, diferente de quando a imprensa tradicional dizia para o povo o que interessava a ela, com órgãos de comunicação atuando como veículos "chapa branca" e supostamente beneficiando a grupos poderosos da política.
Todos sabemos que quem está com a caneta na mão está com a vantagem por estar no poder, tendo à sua disposição um "exército de prestadores de serviço" ao seu serviço, que saem dos seus postos de serviço, pagos pelo contribuinte que paga os seus impostos, para serem postos como cabos eleitorais, sob a alegação de que perderão os seus contracheques se os candidatos do poder perderem a eleição.
É mesmo assim. É desse jeito e desse modelo. E é por essas e outras coisas que sou contra a reeleição, pois ela torna a disputa desigual.
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