Quem rir por último rir melhor, dizia a velha rezadeira aos que chegavam em sua casa dizendo que a coisa estava como a cantiga da perua: de pior a pior.
Pegava uns ramos de uma planta cheirosa e começava a reza que dependendo da fé do cristão tudo seria resolvido em um minuto.
Se a reza desse certo, era porque a sua reza era forte, se não, porque a fé do cliente era mais fraca do que caldo de batata.
Sua casa era cheia de domingo a domingo e feriados, não cobrava nada de ninguém, mas observava: quem quiser ajudar a rezadeira é só colocar uns trocados naquela caixa.
E todos botavam um dinheirinho nela, e ela sorridente agradecia: de grão em grão a galinha enche o papo.
Imagem da internet
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