Fazia tudo para agradar a todos, se apresentava como líder comunitário e benfeitor da humanidade, mesmo sem fazer parte de sindicato, associação ou qualquer entidade beneficente.
Não faltava a noivado, casamento, velório nem enterro, sempre de paletó e gravata, bem penteado e bem perfumado, com um discurso na ponta da língua.
Promovia festas nas datas comemorativas, como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Crianças, esta última, com distribuição de doces e muitos presentes.
A mulher dizia: homem, para com isso, estás vendendo o pouco que temos para gastar com o povo, e do jeito que vai, vamos ficar de esmola.
Mas ele continuou o que chamava de missão até quando se candidatou a vereador e teve menos de 20 votos.
Decepcionado, mudou de cidade e de vc atitude, e nunca mais quis saber de trabalho comunitário.
E sempre repetia:
- O povo é ingrato, e pobre não vota em pobre.
POR: Jesimiel Ferreira
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